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Estudo realizado pelo Sindicato mostra que a maioria esmagadora das escolas municipais em Praia Grande não conta com climatização adequada

Nesta terça-feira (16), o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande participou de audiência no Fórum Trabalhista “Juiz João de Freitas Guimarães” para discutir perante a representantes da administração e da Justiça a questão da climatização nas escolas no período do verão.

Desde quando ingressamos na Justiça questionando os diversos problemas relatados em estabelecimentos de ensino, a administração fez de tudo para desmontar nosso argumento, ganhando tempo com desculpas em projetos, ações… Nada foi feito, de forma prática, apenas paliativa!

Neste período, a entidade batalhou, ingressou com ofícios e pedidos – todos eles verificados – de falta de equipamentos, condições inadequadas, que foram equacionadas a partir da nossa cobrança. Em todas as oportunidades, fomos rechaçadas com a conversa de o “sistema de climatização” deles está dentro das normas. Mais quais?!

E nesta audiência, ao invés de entrar na guerra de diálogos vazios promovidos pela administração, mostramos por meio de um amplo estudo técnico, coordenado por nosso departamento jurídico, um diagnóstico preciso da situação na rede municipal de ensino em Praia Grande.

Das 83 escolas aferidas, 63 não possuem ar-condicionados instados, ou seja, 75,9% do total. Por sua vez, 14 escolas estão com seus equipamentos inoperantes (instalados, porém fora de uso por defeito), que somam 16,9%.

E apenas, pasmem… 06 escolas contam com ar-condicionados em funcionamento: 7,2% de 100% das escolas municipais.

O presidente do Sindicato, Adriano Pixoxó, trata o cenário como “trágico”. “Contra fatos não há argumentos. Nos taxaram de mentirosos e o resultado está aí, nos números. Agora cabe aos vereadores, a SEDUC, a Justiça e sobretudo ao prefeito resolver o problema que tornou-se uma vergonha para a administração”.

O Sindicato requereu a Justiça que fosse feita uma perícia técnica em algumas escolas, a fim de comprovar os fatos, cuja solicitação fora prontamente atendida pelo excelentíssimo juiz com o aval do Ministério Público.

Segundo o representante do departamento jurídico da entidade, dr Sérgio Boscayno, idealizador do estudo, a Justiça compreendeu a necessidade de climatização nas estruturas municipais, que se arrasta desde 2012, sem uma solução efetiva. “A prefeitura até então não tomou nenhum tipo de providência, mas creio que a partir de agora terão que se mobilizar a respeito sob pena de multa, o que pediremos no processo”.