As condições de trabalho na central de monitoramento de Praia Grande estão calamitosas. Assim, definiram – por meio de denúncia ao canal da ouvidoria do Sindicato – servidores que atuam no local.
A entidade já havia reportado esta questão diretamente ao secretário de assuntos de segurança pública (Seasp), Maurício Vieira Izume, mas NADA foi feito a respeito.
E quem está pagando esta conta, que mais parece um fardo, são nossos companheiros e companheiras, expostos a risco de DORT/LER. Inclusive, temos informações de servidores com atestados médicos por lombalgia, tendinite e problemas de coluna.
Outra questão apurada pelo Sindicato trata de profissionais que estão cumprindo escalas de serviço (8×24, 8×24, 8×24), sem revezamento, observando continuamente monitores de vídeo, com apenas 30 minutos de intervalo para refeições.
E estamos de olho também em casos de assédio moral, pois existem relatos daqueles servidores que não se posicionam com medo de perseguições e/ou retaliações da chefia. Se não concordam são transferidos imediatamente.
Em vistoria ao local, a entidade, capitaneada pelo presidente Adriano Pixoxó, verificou problemas diversos como cadeiras não atendem a normativa da NR 17, cadeiras sem apoio lombar regulável, assento sem borda frontal arredondada, ausência de apoio para os pés, bem como a sala que não possui a temperatura recomendada, pois os aparelhos de ar-condicionado não operam na sua total capacidade, respectivamente.
O Sindicato, por meio de seu departamento jurídico, ingressou na Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região – São Paulo, com denúncia a partir das provas coletadas, e pedido de investigação das condições percebidas no local.
A NR 17 (Norma Regulamentadora 17) é a norma do Ministério do Trabalho responsável por estabelecer as diretrizes de ergonomia. Seu objetivo principal é adaptar o ambiente, os equipamentos e a organização do trabalho às características físicas e psicológicas dos trabalhadores, garantindo saúde, segurança e conforto.
“Não dá mais para aceitar este estado de calamidade com a nossa gente. Foi pedido melhorias, prometidas pelo secretário, e não cumpridas. Então, o problema será resolvido na justiça, assim os servidores têm o direito de ver suas reclamações atendidas e trabalharem com respeito, bem-estar e qualidade de vida”, afirmou Pixoxó.

