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SEDUC exige que profissionais da educação manipulem sonda gástrica em escolas municipais

Em que ponto chegou a gambiarra, em nome do serviço que chamam de “adequado”: a Secretaria Municipal de Educação publicou circular orientando professores, educadores de desenvolvimento juvenil e atendentes 1 a manipular sonda gástrica em atendimento a alunos com crises (convulsões, asmas, outras contusões sérias), bem como em crianças que necessitam receber alimentação enteral.

Indignado, ao receber a denúncia, o presidente do Sindicato, Adriano Pixoxó, foi direito ao ponto: “não aceitem proceder este tipo de serviço, que por falta de conhecimento técnico, coloca em risco à saúde e bem-estar das crianças”.

Pediu aos servidores e servidoras para não aceitarem – nenhum tipo de coação por parte de superiores – dentro das unidades de ensino. “Não façam, não se exponham. Façam boletim de ocorrência online ou não delegacia mais próxima, com preservação de direito”, disse. Inclusive, o departamento jurídico da entidade está à disposição para orientação e esclarecimentos.

A direção do Sindicato vai ingressar com pedido expresso ao prefeito Alberto Mourão e à secretária da pasta, Patrícia Conceição Almeida Dias, para que revogue IMEDIATAMENTE este pedido “descabido e irresponsável”, convocando profissionais da saúde (enfermeiros e auxiliares de enfermagem), que são habilitados neste tipo de procedimento. “Bastava pedir suporte e planejamento à secretária municipal da saúde? Não, procuram o caminho equivocado para reduzir folha!”, criticou.

A manipulação de sonda gástrica ou enteral em ambiente escolar exige protocolos rigorosos de higiene e técnica. Embora o ambiente escolar seja inclusivo, a administração de dietas requer treinamento específico por profissionais capacitados na área da saúde, conforme observa as resoluções do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN) e do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).

“Esta questão requer medida urgente. Não vamos esperar nenhum segundo. Se não houver procedimento legal por parte da administração, vamos pra justiça e aos órgãos competentes de saúde denunciar esta vergonha”, ressaltou Pixoxó.