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Movimento Somos Todas Professoras se organiza para a luta em torno da implantação da Lei 15.326 em grande audiência pública na ALESP

Neste sábado, 08 de agosto, nossas educadoras infantis participaram de importante audiência pública, na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), parlamento paulista.

O evento, que contou com as representantes do Movimento Somos Todas Professoras, Coletivo Educação em 1º Lugar e representantes do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, foi promovido pela deputada federal Professora Luciene Cavalcante e o deputado estadual Carlos Giannazi, ambos do PSOL-SP.

No encontro, as lideranças destacaram o conjunto de lutas e mobilizações realizadas em torno da aprovação da Lei Federal nº 15.326, sancionada em 6 de janeiro de 2026, que desde então garantiu o reconhecimento e o enquadramento na carreira do magistério dos profissionais que atuam diretamente na educação infantil (creches e pré-escolas), independentemente da nomenclatura de seus cargos, assegurando-lhes o piso nacional da categoria.

A nova legislação alterou a Lei Federal nº 11.738/2008, que instituiu o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica, e a Lei Federal nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

“A lei é um marco histórico da educação infantil. Muda a vida dos nossos bebês e crianças, que têm seu direito à educação negligenciado. Faz uma reparação de décadas de mulheres, em sua maioria negras, que eram exploradas nas creches. Não vamos parar até que a lei chegue a todas as creches do Brasil!”, celebrou Luciene Cavalcante.

Esta luta, recentemente, obteve conquista fundamental com decisão do Tribunal de Contas do Estado, o TCE-SP. No comunicado GP nº 36/2026 publicado na edição do Diário Oficial Eletrônico, e assinado pela presidente do TCESP, Conselheira Cristiana de Castro Moraes, a partir de agora – todos os municípios paulistas – deverão adotar as providências administrativas e jurídicas necessárias ao fiel cumprimento da legislação, promovendo a adequada valorização dos profissionais alcançados pela norma.

O presidente do Sindicato, Adriano Pixoxó, foi direto ao afirmar que a prefeitura de Praia Grande – especificamente – deve implantar o projeto com urgência, em benefício das companheiras “chão de creche”, que sempre foram educadoras. “Dá tempo, prefeito, acelera o processo e encaminha o projeto para aprovação da Câmara, o mais rápido possível. Chega de desrespeitar esta gente guerreira que tanto faz pela cidade”.

Por sua vez, o deputado federal Carlos Giannazi observa: “a prefeitura de Praia Grande tem orçamento, as condições jurídicas estão resolvidas, portanto basta cumprir a lei e fazer a reparação histórica”. E completa. “Esta luta é resultado do trabalho conjunto das servidoras, nosso e do Sindicato com a liderança do companheiro Pixoxó, que jamais deixou de batalhar conosco”.