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Prefeitura e Secretaria de Saúde em Praia Grande insistem em terceirizar serviços essenciais à população

A direção do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande – mesmo diante do amplo movimento paredista – está de olho nas demandas da categoria em seus locais de trabalho.

Denúncias chegaram até nós, pelo canal da ouvidoria, e também difundida em vários grupos de whatsapp, sobre a formação de equipes para atuação em motolâncias em unidades de saúde.

Este serviço seria realizado por meio da Unidade Rápida com Apoio de Motocicletas, a URAM, com gerenciamento de empresa privada, responsável pela divulgação de requisitos técnicos e remuneração, inclusive.

Considerando a relevância do trabalho feito na área de urgência e emergência, e qualificação dos servidores destinados, o Sindicato encaminhou ofício ao prefeito Alberto Mourão, ao secretário municipal de saúde, José Isaías Costa Lima e a Antônio Pio Neto, presidente do Conselho Municipal de Saúde, COMUSA, cobrando explicações acerca deste tipo desta ação.

Uma das preocupações tem a ver com o risco de terceirização, que desemboca na precarização de benefícios e baixa qualidade do serviço prestado.

“Não vamos aceitar que serviços essenciais caiam na vala da precarização, cujo resultado é terrível para a categoria e a municipalidade. Eles insistem em tirar vantagem com esta proposta irresponsável”, afirmou o presidente Adriano Pixoxó.

Por isso no ofício n° 129/2026, a entidade cobra informações como dados da empresa, histórico de serviços, experiência na área e o modelo de contratação. E questiona a COMUSA sobre esta possível autorização, se está conforme as orientações estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A transparência não é a marca desta gestão, que procura empurrar as coisas goela abaixo. E quem paga a conta bem cara somos todos nós”. E completa. “Ou nos informa corretamente para providências, ou levaremos o caso para ação do Ministério Público”, ressalta.