Não é segredo pra ninguém as recorrentes críticas feitas pela direção do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande à gestão do prefeito Alberto Mourão. Muito papo, promessas vãs e total desrespeito ao conjunto de servidores.
Na cara de pau, o estimado gestor encaminhou projeto de lei à Câmara Municipal pedindo abertura de crédito suplementar na monta de quase 8 milhões de reais proveniente do recurso que sobrou no caixa da prefeitura.
O presidente do Sindicato, Adriano Pixoxó, não comprou esta bravata, pois, na verdade, este valor está sendo desviado para gerir carros elétricos e reforma “interminável” da Escola Municipal Sérgio Lameira, no Tude Bastos, que está abandonada.
“Pega na mentira. Disse pra todo mundo que não tinha dinheiro, que assumiu herança de caixa vazio da gestão anterior, mas está pedindo crédito a todo momento. Uma vergonha que a Câmara deveria brecar, pois é dinheiro público mal empregado, sabe Deus com qual finalidade”, diz.
Para Pixoxó, a situação está ficando insustentável. Alguém precisa cobrar essa gente por improbidade administrativa. “Não tem dinheiro para reajustar os servidores, concede abono pífio de R$ 17 e diminui o valor da carga suplementar dos professores em troca de elefantes brancos. Isso é mais um tapa em nossas caras, não podemos aceitar isso calados”.
A direção da entidade convoca todos os servidores a empunhar a bandeira da revolta pra cima da administração, que não quer saber dos servidores, mas sim de sucateamento da estrutura municipal.
“Não vamos ficar passivos frente a tantos males causados. A luta faz a lei e temos que cobrar respeito e probidade às nossas reivindicações. Mobilizem-se conosco para chamarmos atenção da sociedade e da Justiça contra este estado de dilapidação provocado pelo Executivo, que só pensa em dinheiro e poder”, ressalta o presidente, indignado.

