O mundo político varonil estremeceu nesta terça-feira (26), com a mega operação da Polícia Federal, na 8ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
Um dos alvejados nesta operação foi o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Segundo reportagem do portal G1, a PF apura aportes de R$ 3,7 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.
Pois bem, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, passo adiante, enviou no mesmo dia (à tarde), ofício número 165/2026, aos cuidados do prefeito Alberto Mourão e do secretário de finanças, Cristiano Mola, solicitando informações sobre a aplicação dos valores do fundo de previdência (FPGPREV) dos servidores da ativa e aposentados. E constando a seguinte pergunta, com tom de preocupação: ”FPGPREV tem aplicações no Banco Master?”
No documento, em duas páginas, o presidente Adriano Pixoxó pede relação nominal das instituições bancárias onde constam os fundos, discriminação dos ativos, os valores alocados (números exatos) e relatórios de rentabilidade e riscos, respectivamente.
“Não estamos interrogando ninguém, mas diante da bomba que saiu na imprensa, a categoria mostrou-se bastante preocupada. E nos cobrou a respeito. Portanto, cabe, de bom tom, a administração municipal prestar todos os esclarecimentos necessários, sobretudo por questão de segurança jurídica”, destaca.
Pixoxó, na oportunidade, relembra o desfalque de mais de 5 milhões de reais no título de previdência dos servidores, que até hoje não houve investigação, resposta, tão menos indicação de responsabilidade para tal situação. “O dinheiro evaporou e as pessoas que à época estavam à frente do episódio seguem trabalhando até hoje na prefeitura como se nada tivesse acontecido”, critica.

