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Cansados de promessas, servidores de Praia Grande param por reajuste digno

Com salários defasados, benefícios considerados insuficientes e condições de trabalho aquém do mínimo aceitável, os servidores municipais de Praia Grande decidiram cruzar os braços por uma semana, a partir desta sexta-feira (17).

Os trabalhadores atenderam uma chamada da diretoria do Sindicato e foram à ruas escancarar aquilo que a Prefeitura insiste em empurrar para debaixo do tapete: o funcionalismo está no limite, e não é de hoje.

Nos cartazes, a frase “Queremos reajuste digno e decente” reforçou o descontentamento de quem não aceita mais promessas vazias. A categoria cobra reajuste salarial de 6,5% e R$930,55 para cartão – alimentação, além de plano de carreira e mudanças no atendimento de saúde a aposentados.

Uma das justificativas da administração é a de que a Câmara aprovou projeto enviado pelo prefeito Alberto Mourão (MDB) para reajustar salários em 4,5% e corrigir em 5% o valor do cartão alimentação, para R$ 819,00.

A greve do funcionalismo deve seguir até a próxima sexta-feira (24), quando acontecerá a audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). Em seguida, está prevista assembleia com os trabalhadores para que sejam definidas novas ações.

“Não se trata apenas de números ou reajustes. Trata-se de respeito. Servidores que mantêm a máquina pública funcionando — da saúde à educação, da limpeza urbana ao atendimento direto à população — não podem continuar sendo tratados como custo descartável”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, Adriano Pixoxó.

Se não houver avanço nas negociações, o cenário tende a se agravar. E, como sempre, quem paga a conta é a população, refém de uma gestão que falha em dialogar e de um sistema que insiste em operar no limite do colapso.