A covardia, a censura, a falta de respeito – caros servidores e servidoras – alcançou todos os limites da pouca vergonha por parte do prefeito Alberto Mourão.
Ele, in persona, é personagem de um dos episódios mais tristes e vergonhosos de história republicana, da luta dos trabalhadores por seus direitos. Algo visto somente nos tempos de chumbo!
Ao invés de a administração conceder nossos benefícios, como abono, e abrir as negociações da Campanha Salarial, preferiu entrar na justiça para IMPEDIR a atuação do Sindicato em defesa da categoria.
Em documento, de quase 100 páginas, a gestão Mourão entregou à Procuradoria-Geral do Município de Praia Grande registros de fotos, prints de matérias e outras informações, onde estamos exigindo que a prefeitura municipal “faça a sua parte”. Apenas isso!!!
E mais surpreendente foi que a Vara da Fazenda Pública da Comarca de Praia Grande acatou este pedido absurdo, concedendo-lhe liminar, com as seguintes restrições impostas ao Sindicato: […] a) seja assegurada, contra quaisquer manifestantes, a livre circulação de veículos automotores na Avenida Ayrton Senna, no trecho delimitado – compreendido entre a Ponte do Mar Pequeno até a rotatória da Torre “A Tribuna”, inclusive mediante o emprego da força pública, pela Polícia Militar do Estado de São Paulo em apoio à Guarda Civil Municipal […], e seja fixada multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por pessoa física participante, e por evento, no caso de ocupação coletiva da Avenida Ayrton Senna, no trecho delimitado […].
Inconformado, o presidente do Sindicato Adriano Pixoxó, foi claro no recado: “ninguém vai calar nossa voz, nosso direito sagrado e constitucional de lutar pelos servidores!”
“Se nos impedem de reivindicar direitos legítimos da categoria num local, nós vamos para outro lugar, com mais força, unidade e pessoal, sem descansar”, afirmou, exigindo que a prefeitura cumpra com sua obrigação que é o atendimento de benefícios que estão pendentes.
Para Pixoxó, a entidade está sendo vítima de prática antissindical. Por isso, acionará o departamento jurídico para questionar a postura na justiça, conforme observa o artigo 8º da Constituição Federal. E vai ingressar com pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para derrubar a liminar “considerada absurda”.
“Estamos diante de um gestor que não gosta dos servidores, do Sindicato, e quer ver a todos minguando sem direitos e benefícios. A categoria está em Estado de Greve, por isso a resposta virá na luta e mobilização. Se os benefícios não forem atendidos, organizaremos a categoria para uma grande paralisação na cidade”, disse Pixoxó.

