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SEDUC não respeita mães atípicas e servidores, e nossa resposta virá num grande protesto

A alteração na portaria nº 039/2025, por meio da Secretaria Municipal de Educação em Praia Grande, mesmo com a reclamação formal do Sindicato, não foi revista, e segue causando enormes problemas às mães atípicas, seus filhos e aos servidores.

A nova orientação destaca que “servidores convocados tiveram a possibilidade de realizar a escolha, de acordo com o registro funcional, da unidade escolar que preferiam estar lotadas”. E complementa: “Sendo assim, reforçamos que não haverá impedimentos dessas profissionais atuarem em plano de ação, e, nem projetos em andamento para substituir tais profissionais nessas atividades”.

Na prática, esta mudança provoca um transtorno absurdo no ecossistema educacional, pois alunos com necessidades especiais – assim observam as mães, caso de Esther Valencio que lidera com garra e coragem esta luta – necessitam do convívio permanente com seus educados na construção de um ambiente construtivo e saudável dentro das escolas municipais.

Mesmo com todo clamor, a SEDUC optou pelo silêncio, demonstrando falta de respeito e empatia. Entretanto, a resposta do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande será dada à altura com uma grande manifestação, no próximo dia 05 de março, quinta-feira, em local e horário a ser definido entre os organizadores, respeitando todos os procedimentos junto aos órgãos competentes para tal finalidade.

Segundo o presidente da entidade, Adriano Pixoxó, o departamento jurídico vai preparar requerimento sobre o histórico do problema em questão, anexado ao abaixo-assinado das mães atípicas, que será protocolado no Ministério Público. “Nós faremos o protesto pacífico e organizado, e ao final entregaremos o documento para análise da justiça”, disse.

O presidente repudia a postura da secretaria, que em sua avaliação, não está levando em consideração o desgaste físico e mental dos envolvidos. “Não há sequer a capacidade de ouvir as mães, servidores e demais profissionais, no sentido de buscar uma solução positiva para o bem-estar dos alunos especiais. Uma vergonha tal falta de respeito”.

“As mães atípicas e todo conjunto de servidores e servidoras municipais em Praia Grande podem contar com nossos melhores esforços em torno da resolução deste problema, que se arrasta por conta da falta de visão pública e humanização da SEDUC e da administração. A nossa luta neste caso vai fazer a lei prevalecer!”, afirmou Pixoxó.