Nesta segunda-feira (23), a Câmara Municipal de Praia Grande promoveu audiência pública da saúde para prestação de contas da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) referente ao 3º Quadrimestre de 2025.
O evento foi aberto a toda a população. Representantes da Sesap passaram informações sobre receitas, despesas e realizações efetuadas pela pasta ao longo do período.
A direção do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande se fez presente. Na oportunidade, o presidente Adriano Pixoxó, criticou o secretário José Isaías Costa Lima pela falta de abertura de diálogo entre as partes para discutir pautas da categoria.
“Quero agradecer (tom de ironia) ao secretário, que marcou uma reunião conosco, e desmarcou aos 47 do segundo tempo. Disse-nos que daria uma resposta, que até agora não veio”.
Destacou que o Sindicato – cumpridor de seu papel social – vai disponibilizar aos associados e seus dependentes 42 especialidades (com reconhecimento facial, laudo e receita médica). “Com este projeto inovador, vamos tirar da fila do SUS (sistema único de saúde) mais de 20 mil pessoas. A gente critica, mas também colabora para o bem-estar da sociedade”, afirma.
Sobre a estrutura municipal de saúde, Pixoxó destacou que a administração deveria utilizar espaços próprios para atendimento, ao invés de contratar empresas terceirizadas, como a BIOGESP, “que mostrou-se ineficaz como mantenedora”. “A gente vê a prefeitura contratando, alugando, a câmara discutindo, encaminhando emenda, e o serviço na ponta deixando a desejar, caso de uma moradora que está faz mais de dois anos na fila esperando para fazer cirurgia de prótese de joelho”.
Uma das cobranças feitas, de maneira reiterada pelo Sindicato, a alimentação aos servidores em hospitais, unidades do SAMU e outros locais, segundo o presidente “melhorou bastante”. Inclusive, a assessoria técnica da Sesap pelo atendimento com celeridade às reivindicações da entidade.
Pixoxó também para questionar o secretário municipal de saúde sobre o cumprimento da lei federal referente ao adicional de insalubridade aos agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes comunitários de endemias (ACEs), respectivamente. “Não somos inimigos de ninguém, nosso papel é representar os servidores e batalhar por seus direitos. Assim como vocês, também queremos o melhor para a cidade de Praia Grande”, disse.

