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Indignado, Sindicato exige ações efetivas contra perseguição a servidor nos locais de trabalho

A perseguição sem caráter de chefetes e o assédio moral nos locais de trabalho, quando não combatidos de forma séria pela administração, DÁ NISSO: o servidor Jonathan – exausto com a falta de respeito – pediu exoneração do cargo que ocupava. E tudo isso pelo fato de questionar e pedir melhorias em seu local de trabalho!

Por conta desta baixaria, o servidor deixou de cumprir suas funções de maneira exemplar no SAMU de Praia Grande. E daqui em diante seguirá sua caminhada no Posto de Urgência e Emergência (PAM) em Guarujá.

Indignado com o caso, representantes da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande se reuniram com o secretário da pasta, José Isaías Costa Lima, na sede da Secretaria de Saúde Pública (SESAP), exigindo providências para o caso. E mais, a tomada emergencial de ações nos locais de trabalho para coibir esta prática criminosa.

Ao final da conversa, o presidente da entidade Adriano Pixoxó, fez duras críticas à administração. “Mais um episódio vergonhoso para esta gestão. Como é possível perder bons profissionais de sua equipe por conta de casos de perseguição e assédio. Lamentável, porém não ficará sem resposta”, reclamou.

A Lei 14.132/21, em vigor desde abril de 2021, criminalizou o stalking (perseguição obsessiva) no Brasil, inserindo o art. 147-A no Código Penal. A conduta consiste em perseguir alguém, reiteradamente, ameaçando sua integridade física/psicológica, restringindo sua liberdade ou invadindo sua privacidade (física ou virtual). A pena é de 6 meses a 2 anos de reclusão e multa.

O departamento jurídico do Sindicato ingressará com denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho. “É dever do egrégio receber nossa reclamação e cobrar esclarecimentos da gestão, que está sendo – faz tempo! – leniente com casos desta natureza”, disse Pixoxó.

Resignado, o companheiro Jonathan agradeceu ao Sindicato pela ajuda, porém disparou contra a política perversa dentro da prefeitura. “Estamos infelizmente diante de um ‘câncer’, que é a política na estrutura municipal, ou seja, quem é contra ou bate de frente torna-se inimigo é perseguido, como foi meu caso. Pede para sair ou adoece”.