A foto em destaque no texto que você lerá diz muito sobre o descaso da administração municipal em Praia Grande para com seus servidores.
Os novos membros da corporação da Guarda Portuária em Santos, não faz muito tempo, eram GCMs na cidade.
Desvalorizados, com baixos salários, sem plano de carreira, sem perspectivas de concursos, trabalhando com equipamentos defasados, deram um basta, e foram seguir respectivas trajetórias em outros locais. A cidade de Santos ganha profissionais altamente treinados e capacitados. PARABÉNS!!!
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Adriano Pixoxó, oriundo da corporação, lamenta as baixas, pois são resultado da falta de planejamento, organização e sobretudo respeito com os companheiros. “Poderia ser diferente, com os servidores trabalhando motivados na corporação. No entanto, sem respaldo, se veem obrigados a pensar no seu futuro e seus entes queridos. Torna-se uma questão de sobrevivência”.
Pixoxó aproveitou para criticar a postura da Secretaria de Assuntos de Segurança Pública (SEASP) e do Executivo, que gradativamente estão “esvaziando” a estrutura da GCMs com falta de investimentos.
Como já dissemos, “este estrangulamento laboral da GCM” fere o princípio da eficiência constante no artigo 37 da Constituição Federal e a Lei 13.022 de 2014, Estatuto Geral das Guardas Municipais, que estabelece normas gerais para essas instituições, disciplinando o Art. 144, § 8º da Constituição Federal.
“Nós avisamos que isto aconteceria. E aos poucos está havendo um êxodo de profissionais para outros centros melhor estruturados, com maior aporte financeiro”. E completa. “Quem perde nesta história?! Todos nós!”, lamenta.
A direção do Sindicato seguirá batalhando pela valorização da corporação, com o seguinte recado para a administração. “Se nossas pautas não avançarem, a resposta será dada com uma reclamação junto ao Ministério Público do Trabalho. Não vamos admitir que os GMCs se esfacelem por inanição de gestores irresponsáveis”.

