A Guarda Civil Municipal de Praia Grande é uma corporação respeitada na Baixada Santista e no Estado de São Paulo pelos excelentes serviços prestados.
Os cidadãos agradecem e elogiam. Porém, a administração bravata pra lá, bravata pra cá, com discursos institucionais, mas na prática não valorizam seus profissionais.
A falta da realização de concursos internos de promoção, plano de carreira e outros estímulos funcionais, estão afastando diversos companheiros e companheiras do efetivo, que migram para corporações de outras cidades, inclusive vizinhas à Praia Grande.
Então, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais, no direito que lhe cabe, dirigiu ofício nº 022/2026 ao subsecretário de Gestão de Pessoas na Secretaria de Administração (SEAD), Ronaldo Ferreira de Alcântara, questionando tais lacunas: “quantos concursos?”, “quantas vagas destinadas?”, “qual efetivo em atividade por concurso realizado”.
“Não dá para valorizar nossos GCMs com respostas evasivas, que são o retrato da falta de trabalho, estratégia e respeito aos profissionais desta nobre categoria. Não é verdade, prefeitura?!”, critica o presidente Adriano Pixoxó, que é oriundo da corporação.
Esta estagnação fere o princípio da eficiência constante no artigo 37 da Constituição Federal e a Lei 13.022 de 2014, Estatuto Geral das Guardas Municipais, que estabelece normas gerais para essas instituições, disciplinando o Art. 144, § 8º da Constituição Federal, definindo suas competências (proteção de bens, serviços e logradouros municipais, patrulhamento preventivo), princípios mínimos (direitos humanos, preservação da vida, uso progressivo da força) e sua natureza como órgão de segurança pública municipal, com caráter civil, uniformizado e armado, visando à proteção preventiva da comunidade.
A direção do Sindicato seguirá cobrando a administração, a Secretaria de Assuntos de Segurança Pública (Seasp) e demais pastas correlatas com o objetivo de reverter o cenário negativo, provendo ações que restabeleçam a motivação da GCM em nossa cidade. “Com segurança não se brinca, jamais. Profissionais capacitados não se acha em qualquer. E o custo-benefício desta ativo para a cidade e à categoria têm valor inestimável. Ajam, mudem, respeitem nossos guardas!”, cobra Pixoxó.

