Um problema arrastado e irresponsável por parte da administração pode prejudicar a corporação da Guardas Civil Municipal e prejudicar os cidadãos em Praia Grande. É a falta de valorização dos seus profissionais.
A inexistência de uma ação efetiva da gestão – como realização de concursos internos e/ou promoções – tem provocado uma desmotivado em cadeia e consequente evasão de GCMs para outras cidades. Esta estagnação, segundo a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, fere o princípio da eficiência constante no artigo 37 da Constituição Federal.
O presidente Adriano Pixoxó, GCM de carreira e preocupado com a situação, encaminhou ofício em caráter de urgência nº 013/2026 ao prefeito Alberto Mourão, com cópia ao Secretário de Assuntos de Segurança Pública (Seasp), Maurício Vieira Izumi, cobrando providências imediatas frente à desvalorização da corporação.
“Não adianta gritar que tem dinheiro em caixa, superávit, e demais bravatas, quando os servidores estão sofrendo sem expectativa em suas carreiras. Uma vergonha deixar a guarda civil neste estado de colapso”, criticou, exigindo que sejam realizados concursos e promoções para a GCM.
Pixoxó observa, neste contexto, o desrespeito a Lei 13.022 de 2014, Estatuto Geral das Guardas Municipais, que estabelece normas gerais para essas instituições, disciplinando o Art. 144, § 8º da Constituição Federal, definindo suas competências (proteção de bens, serviços e logradouros municipais, patrulhamento preventivo), princípios mínimos (direitos humanos, preservação da vida, uso progressivo da força) e sua natureza como órgão de segurança pública municipal, com caráter civil, uniformizado e armado, visando à proteção preventiva da comunidade.
“É obrigação do prefeito e da secretaria acelerar os processos para resgatar a confiança da corporação, que é uma das mais preparadas na garantia da segurança municipal, porém, relegada ao descaso. Não vamos aceitar isso!”, disse.

