Notícias

Audiência Pública em Praia Grande bate forte na proposta imprestável da Reforma Administrativa

A direção do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande organizou grande audiência pública para gritar para os trabalhadores e a sociedade, que a Reforma Administrativa é imprestável e deve ser brecada imediatamente no Congresso Nacional.

Este foi o recado claro passado por lideranças políticas, lideranças sindicais, representantes de centrais sindicais, agentes públicos, aposentados, Movimento Somos Todas Professores, Mães Atípicas e representantes de movimentos sociais na Câmara Municipal, na noite desta quarta-feira, 03 de dezembro.

O presidente do Sindicato, Adriano Pixoxó, que coordenou os trabalhos, destacou a luta diária frente a esta cruzada para combater o golpe. “Se a PEC do três oitão passar no Congresso, significará o fim do serviço público no Brasil. Temos que amplificar a luta para mobilizar servidores, cidadãos e segurar este projeto imprestável em Brasília”, afirmou.

A liderança, que faz parte da coordenação de servidores na Baixada Santista, lembrou que a pressão está surtindo efeito, pois vários deputados “estão pulando do barco”. Até o momento foram 28, e a lista tende a crescer, inclusive com parlamentares da região. Os companheiros Fabio Pimentel – presidente do SINDEST e diretor da FUPESP, Força Sindical e CSPB – e Herbert Passos – presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada e presidente regional da Força Sindical – estiveram ao lado do companheiro nesta jornada.

Companheiros de primeira ordem nesta luta, as deputadas federais Sâmia Bonfim e professora Luciene Cavalcante, bem com o deputado estadual Carlos Giannazi, todos do PSOL, não estiveram presentes, mais deixaram registrados vídeos com posicionamentos contrários à reforma.

De modo geral, criticaram o jogo de cartas marcadas da maioria do Congresso, que insiste em jogar a culpa para cima dos servidores, quando estes representam apenas 0,06% da massa de custos para o universo federativo. “Um ataque sem precedentes, que visa reduzir direitos, benefícios e serviços públicos para atender o desejo do capitalismo neoliberal”, observaram. E concluem, com o mesmo alinhamento, onde a luta deve ser vencida com apoio popular e mobilização do “exército de mais de 13 milhões de servidores”.

Outra nobre parlamentar que ergue o estandarte em defesa do serviço público, a vereadora municipal por Santos, Débora Camilo, por sua vez presente, parabenizou a iniciativa e o trabalho implacável “de todos os movimentos” pelo fim da reforma. “É fundamental dar fim de uma vez por todas a esta farsa, que está em curso. Só a nossa mobilização vai inverter esta curva, sobretudo com uma ampla campanha junto aos trabalhadores em todos os locais públicos”.

Na parte final da audiência, companheiros e companheiras usaram o espaço democrático de fala para expor a problemática decorrente da reforma administrativa e criticaram a proposta vergonhosa, tratando a questão como um desrespeito e um tapa da cara dos servidores e dos brasileiros.