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Entidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira unidas na luta com o “Movimento Somos Todas Professoras” pela aprovação do Projeto de Lei 2.387/2023

O Movimento Somos Todas Professoras avança em passos significativos na luta pelo reconhecimento das professoras da educação infantil como parte integrante da carreira do magistério.

Na Baixada Santista, por exemplo, as entidades sindicais promoveram grande evento nesta sexta-feira (03) no Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal do Guarujá, onde ratificaram apoio ao movimento e prometeram intensificar a pressão pela aprovação do Projeto de Lei 2.387/2023, que tramita no Senado Federal.

“A medida busca corrigir uma injustiça histórica, já que essas profissionais, em sua maioria mulheres, ensinam e cuidam de crianças de zero a cinco anos, mas ainda não são reconhecidas legalmente como docentes”, destacou o presidente do SINDSERV Guarujá, Zoel Garcia, anfitrião do encontro.

Na reunião também foi definida apoio total e irrestrito das entidades – tanto da Baixada Santista quanto do Vale do Ribeira, bem como Força Sindical, FUPESP, Fesspmesp e CSPB – às lideranças do movimento em cada cidade. “Este apoio nos motiva e demonstra poder de força, unidade e organização pelo tão sonhado reconhecimento”, observa a coordenadora do movimento Somos Todas Professoras, Tathiane Andrea de Christo.

Aprovado na Câmara dos Deputados, o texto tramita no Senado, sob relatoria da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF). A autora do projeto é a deputada federal, Luciene Cavalcante (PSOL-SP).

“Este trabalho será fundamental para organizar a lutas das guerreiras que atuam no chão da creche, num momento decisivo da análise do projeto no Congresso Nacional”, frisa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Adriano Pixoxó, que é coordenador regional da central para questão dos servidores.

Nossos educadores estão desde os anos 1990 na luta pelo reconhecimento. Por isso, chegou a hora de obter a aprovação do projeto no Senado para garantir o respeito, a justiça social e dar fim à exploração de nossa gente”, destaca.