Chefe do executivo se pronunciou pedindo prazo até este dia 9 para esmiuçar todos os 19 itens da pauta de reivindicações entregue pela entidade

 

As últimas semanas têm sido agitadas para os servidores públicos de Praia Grande. Isso porque a campanha salarial deste ano não tem caminhado como a classe trabalhadora gostaria. Após uma votação para o reajuste salarial às pressas na Câmara Municipal e, ainda, ter uma pauta de 19 itens sem respostas para praticamente nenhuma, os trabalhadores cruzaram os braços no último dia 31 de maio. A suspensão da greve só aconteceu porque a prefeitura aceitou retomar as negociações com o Sindicato.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Givanildo Berto da Silva, o Gil, explicou que, por enquanto, a administração vem respeitando o prazo estipulado no ofício protocolado no mesmo dia 31 durante a tarde. “Protocolamos a reiteração da pauta no dia 31 mesmo, durante a tarde, e demos 72 horas úteis para que o prefeito se pronunciasse. E foi o que aconteceu. O subsecretário de gestão de pessoas me chamou no Paço Municipal informando que o prefeito se pronunciou sobre o recebimento do documento e que precisava de três dias para a elaboração de respostas fundamentadas para cada um dos itens da pauta. Vamos aguardar até o final do expediente deste dia 9 para analisar as respostas”, explicou Gil.

A liderança sindical aproveitou para salientar que, caso as propostas do prefeito sejam rejeitadas pela categoria, a suspensão da greve poderá ser revogada e os trabalhadores voltem à paralisação. “Esperamos que o prefeito inicie, ao menos, um projeto através de criação de comissões para debatermos muitos dos pedidos que a categoria fez nesta pauta. Sabemos que, simplesmente, a concessão de alguns deles é inviável. Porém, iniciar, em conjunto com a categoria, estudos para comprovação de viabilidade ou não, seria fundamental”, analisou.

 

Entenda o caso – Aproximadamente duzentos servidores se reuniram em frente ao Palácio São Francisco de Assis, às 7h00 do dia 31 de maio, para protestar contra a administração municipal pelo encerramento das negociações salariais por parte do Governo Municipal. Isso porque, dos 19 itens da Pauta de Reivindicações aprovada em assembleia, somente dois foram atendidos. O prefeito Alberto Mourão concedeu um reajuste de 6% nos salários e um aumento de R$30 no cartão alimentação (Vero Card) – que acabou não sendo creditado – e encerrando as negociações, o que motivou os servidores a decidirem pela greve.

Por volta das 9h00, os manifestantes se encaminharam para o saguão principal do Paço Municipal, onde permaneceram até que o presidente Gil fosse chamado para reunir-se com representantes da administração. A conversa levou pouco mais de uma hora e participaram dela, além do presidente Gil, a diretora Edinéa Rosário, o advogado Jamir Menali e o servidor Cristiano Martins; pela Prefeitura, Anderson Mendes, Chefe do Gabinete; Edimilson Marques, Procurador Geral do Município; José Américo Franco Peixoto, secretário de Assuntos de Segurança Pública e Ecedite da Silva Cruz Filho, subsecretário de Gestão de Pessoas.

Ao término do encontro entre sindicalistas e representante da administração o resultado da conversa foi divulgado para os participantes através dos autofalantes do caminhão de som, que permaneceu por toda manhã na frente da prefeitura. “A administração concorda em retomar as negociações. Teremos resposta para todos os itens de nossa pauta de reivindicações”, comemorou o advogado Jamir Menali.

Ainda sobre o caminhão, o servidor Cristiano Martins propôs que a greve fosse suspensa. O presidente do Sindicato perguntou aos presentes se concordavam com a proposta, que teve aprovação unânime. “Apesar de algumas das pessoas que mais reclamam não terem convencido sequer um colega a participar, nossa mobilização alcançou sua primeira vitória, que é a reabertura das negociações. Não tenho ilusão de que alguma coisa aconteça ‘a toque de caixa’, mas se seguirmos por esse caminho com equilíbrio e perseverança conquistaremos grandes avanços”, disse.

Ainda na tarde de quarta-feira, Gil e Dr. Jamir retornaram à prefeitura e protocolaram a reiteração da pauta de reivindicações acrescida de mais um item aos 19 que já faziam parte dela: o abono do dia de greve dos servidores.