Além do percentual de aumento salarial, com a decisão a categoria não aceitou 12,5% de reajuste no cartão alimentação

Na noite desta terça-feira (16) foi realizada a assembleia para discussão da contraproposta encaminhada pela administração municipal. Nestes quesitos, a reivindicação da categoria era 15% valorização salarial e 25% de aumento no valor do cartão alimentação.

O chefe do executivo praia-grandense se reuniu com o presidente do sindicato e a comissão de servidores, eleita em assembleia, na sexta-feira (12) e, no encontro, ofereceu duas propostas de reajuste: a primeira, 4,02% com um bônus em dezembro de R$ 700. A segunda proposta foi de 6% de reajuste sem o bônus de R$ 700. Ambas foram rejeitadas pela categoria. Além dos índices de reajuste, a prefeitura propôs revalorização de 12,5% no cartão cesta básica, elevando o benefício de R$ 240 para R$ 270, que também foi considerada insuficiente pelos presentes. Outra concessão foi o pagamento do vale transporte intermunicipal que, atualmente, é limitado ao deslocamento dentro do município.

Com a recusa das propostas, a assembleia geral deliberou por decretar estado de greve por 72 horas para que o prefeito faça uma nova proposta e responda, de modo oficial, sobre os demais 19 itens da pauta. Na manhã desta quarta-feira (17) o ofício assinado pelo presidente da entidade e pela comissão eleita em assembleia informando a rejeição, foi protocolado na prefeitura e como a contagem é legalmente suspensa durante o final de semana, o prefeito terá até segunda-feira para respondê-lo com nova proposta.

 

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente Gil, os advogados Jamir Menalli, Marcio Miorim e Luiz Sérgio Trindade, além dos membros da comissão de servidores

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente Gil, os advogados Jamir Menalli, Marcio Miorim e Luiz Sérgio Trindade, além dos membros da comissão de servidores

A assembleia – Cerca de 200 pessoas compareceram no auditório da Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários do Estado de São Paulo na noite do dia 16. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente Gil, os advogados Jamir Menalli, Marcio Miorim e Luiz Sérgio Trindade, além dos membros da comissão de servidores. O Estatuto da Entidade foi respeitado e a assembleia teve inicio, em sua segunda chamada, pontualmente às 19h, conforme previsto no edital de convocação.

Durante a reunião, o Dr. Jamir explanou, de forma técnica, sobre as propostas vindas da administração municipal e sobre alguns itens da pauta que podem ser alcançados mesmo sem o posicionamento do prefeito. “Muitas das reivindicações aqui presentes podem ser conseguidas até de forma judicial. Caso o prefeito não queira negociar com o sindicato de forma política, embora não seja a forma mais rápida, pois o ideal é sempre resolver com diálogo, podemos resolver através da Justiça”, pontuou o jurista.

Para o presidente Gil, “(…) a decisão é o retrato o sentimento da categoria, isso ninguém pode negar. O ano passado houve grande desgaste porque a equipe técnica do prefeito deixou estourar o prazo legal para concessão de reajuste maior que a inflação. Era ano eleitoral, políticos fizeram de tudo para aparecer, ‘vendendo’ soluções simples para problemas complexos. Tentaram até invadir a sede da entidade durante reuniões. Isso tudo nos prejudicou muito. Mas hoje tudo está acontecendo de maneira democrática e tranquila, apesar de os ânimos se exaltarem em alguns momentos. Sabemos que a despesa com pessoal fechou 2016 em 42% da receita corrente liquida, bem abaixo dos 45% que historicamente foram mantidos nos últimos 10 anos. Não há uma justificativa para se negar a valorização dos servidores que, na verdade, são co-realizadores de tudo que se faz na cidade, e no final do exercício apresentar superávit.”, disse.

A categoria espera receber uma nova proposta o mais breve possível e que, desta vez, consiga satisfazer os anseios da classe.

Na manhã desta quarta-feira, o presidente Gil, a diretora Edneia Rosário e o membro da comissão Cristiano Martins protocolaram o ofício da rejeição da proposta do prefeito

Na manhã desta quarta-feira, o presidente Gil, a diretora Ednéa do Rosário e o membro da comissão Cristiano Martins protocolaram o ofício da rejeição da proposta do prefeito